Um pouco da minha história

A minha paixão pela dermatologia nasceu da minha vontade de melhorar a minha pele. Acredito que, hoje em dia, só não faz o mesmo quem quer. Há tanta informação e tão facilmente disponível... sou uma jovem e, como tal, tenho as minhas inseguranças - não é celutite ou uma gordurinha que não vai embora- é algo menos disfarçável: marcas ice pick (ice pick scars, se quiserem). Tem este nome porque são cicatrizes deixadas pela acne e formam umas pequenas depressões na pele, como se alguém a tivesse perfurado com algo aguçado. 

Tive uma acne muito severa desde os meus 13 anos, principalmente na testa e os meus pais nunca se preocuparam muito com procurar soluções e eu usava maquilhagem das minhas irmãs, muitos tons mais escura, e não higienizava bem a pele. Era uma adolescente que se preocupava com as borbulhas mas ainda mais com Crepúsculo. Gastava a internet, naquele tempo bem limitada, a percorrer páginas de fãs dedicadas ao Edward e nunca sequer procurei informação sobre algo relacionado com o acne. Entretanto a textura melhorou e eu percebi que as marcas que tinha na testa não iriam desaparecer por si só, lembro de ter 14 anos e ter lido que a pele se renovava totalmente com 7 anos e ter pensado que só teria de esperar até aos 21, altura que deixaria de ter marcas. Naturalmente que tenho 21 (fi-los neste ano) e elas ainda cá estão, para minha tristeza. 

Ainda tenho acne, mas o que me preocupa 80% do meu tempo é a minha testa. Tenho uma boa pele no restante do meu rosto, o que evidencia ainda mais essa zona. Cicatrizes de acne são crónicas, é algo para toda a vida e não há muita informação. Encontro mas não da forma que interessa: alguém a procurar soluções ativamente, alguém que tente lidar com este problema. 

É isso que eu procuro, ajudar quem se descobriu na mesma situação que eu, para que sejamos dois, já que isto ser tão mau para a autoestima. 

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